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Vitrines do Mundo |
Introdução
Lygia Clark (1920 - 1988)
Teoria da evolução
No princípio, era um quadro. Apenas um quadro bidimensional, como todos os outros, composto de um chassi de madeira, uma tela de pano, uma moldura.
Com o decorrer do tempo, foi retirada a moldura. Elemento estranho à criação do artista. Excluída a moldura, o quadro se sentiu livre para ganhar espaço. O chassi também deixou de existir e, com ele, foi-se igualmente a tela. Agora, pedaços de madeira pintados eram sobrepostos, um ao outro, em cores, posições e tamanhos vários, dando um caráter tridimensional à obra. Já não se sabia mais onde terminava a pintura e onde começava a escultura.
Porém, havia ainda uma barreira a ser transpostas: aquela que separava o elemento passivo - o expectador. e o criador acrescentou à criatura algumas dobradiças, o sopro de vida que tornava viva a obra de suas mãos, dando-lhe movimento próprio. Agora o público não apenas olhava como também participava da obra, experimentando-a com as mãos e alterando-lhe a forma.
Tudo parecia acabado, mas não. Agora a arte passa a ter uma quarta dimensão, que transcende a matéria para adentrar ao espírito, trazendo um "desbloqueio psicológico" com objetivo de libertar a alma.
O espectador agora é convidado para mergulhar com todos os sentidos na arte e participar ativamente dela.
Para saber mais: Pintores no Brasil